O enfrentamento do déficit habitacional exige esforço de diversas esferas governamentais e representa um desafio para toda a cadeia construtiva. Milhões de brasileiros ainda vivem nos aglomerados subnormais, sendo quase metade deles localizados na Região Sudeste. Na capital paulista, por exemplo, são cerca de 900 mil famílias residentes em assentamentos precários (PMH).

Foi para estimular a implementação de moradia social de qualidade que a Sondotécnica entrou em campo por meio de contrato de prestação de serviço de gerenciamento de projetos em BIM, apoiando a Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo no grande desafio de tornar os projetos contratados mais assertivos. Dessa forma, a Secretaria passou a enfrentar parte do déficit habitacional com o uso da tecnologia e procedimentos BIM (Building Information Modeling).

Foram priorizados dois aspectos do uso das tecnologias e processos BIM. O primeiro para antever no modelo 3D as interferências entre disciplinas de projeto que seriam, na metodologia tradicional, percebidos muitas vezes somente durante a execução da obra. O segundo foi quantificar os elementos construtivos com maior acurácia e, por consequência, criar as planilhas orçamentárias mais precisas.

 “A análise de um projeto de habitação de interesse social requer verificação específica e especializada, capaz de avaliar o atendimento. Para enfrentar esse grande desafio, a Sondotecnica criou processo próprio de auditoria do modelo, automatizando algumas verificações de requisitos legais e, principalmente, inovando ao realizar o serviço por meio de padrão aberto de interoperabilidade, isto é, em IFC (Industry Foundation Class)”, destaca Stefania Dimitrov, gerente de BIM e Inovação da Sondotécnica. 

Os diferentes modelos IFC das diversas disciplinas são federados em um ambiente comum de dados, o CDE (Common Data Environment), permitindo a todos os envolvidos, inclusive o cliente, o acesso às informações do modelo 3D sem a necessidade de possuir software específico. 

A Sondotécnica realiza a auditoria de modelo BIM por meio da verificação do georreferenciamento dos IFC, da coerência construtiva, da classificação dos elementos, da detecção de interferências (clash detection), da correção de informações não geométricas (especificações técnicas), dentre outras. Desta maneira, antevê questões de incompatibilidades e, também a confiabilidade de dados tanto geométricos como não geométricos, tais como os códigos vinculados às propriedades dos modelos, para a extração do quantitativo preciso. 

É com tecnologia que a Sondotécnica atua para que todos possam ter acesso às moradias sociais de qualidade.


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