Tecnologias e Processos BIM (Building Information Modelling) foram utilizados para vencer o desafio de elaboração do projeto executivo da Unidade de Armazenamento a Seco (UAS), responsável por transferir combustível nuclear utilizado nas usinas de Angra 1 e 2. A Sondotécnica foi contratada pela empresa Holtec International, a serviço da Eletronuclear, para o desenvolvimento do projeto que desempenha um papel fundamental na solução de estocagem de material radioativo das usinas. 

O complexo projetado contempla cabine de controle de acesso, lajes de guarda para receber os cascos de armazenagem a seco de altura de quase 6m, laje de concretagem dos cascos, além do almoxarifado, com mais de 700 m2 de área contendo sistemas de monitoramento radiológico e de temperatura. A cabine de controle e monitoramento também foi projetada para a realização do controle e físico, de temperatura e radiológico para o acesso de pessoal e de equipamentos.

Para tamanho desafio, a Sondotécnica contou com equipe especializada multidisciplinar, envolvendo diversas especialidades tais como: Geologia, Geotecnia; Arquitetura, Urbanização, Estruturas de Concreto e Metálica, Geométrico, Terraplenagem, Drenagem de Águas Pluviais, Sistema Elétrico, Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas e Aterramento, Instrumentação e Controle dos sistemas de telecomunicações, CFTV, Detecção de Incêndio, além de projetos específicos tais como Proteção Física e Radiológica; Controle de Temperatura Ambiental e dos Cascos; Alarme de incêndio e segurança, para conexão com a rede externa da UAS e Projeto da interligação dos sistemas de supervisão da UAS com Angra 2. 

“Para atender as expectativas sobre compatibilidade entre as diferentes disciplinas integrantes do projeto, em função das características de restrições inerentes ao escopo, o uso da tecnologia e procedimentos BIM foram fundamentais para garantir a correta integração das equipes e a verificação entre as diversas disciplinas do projeto. Os processos para desenvolvimento de projetos em BIM pressupõem a utilização de plataforma para a visualização do projeto e colaboração entre as diversas disciplinas. Utilizamos um Ambiente Comum de Dados (Common Data Environment – CDE), o que permitiu a troca eficiente de informação entre os diversos colaboradores. A maior vantagem observada durante a elaboração do projeto em BIM foi a de compatibilização entre as diversas disciplinas antes do envio dos documentos técnicos para a obra”, destaca ”, destaca Stefania Dimitrov, gerente BIM e Inovação da Sondotécnica.

O BIM pôde contribuir para a qualidade da intervenção, não somente na fase de projeto, mas forneceu base que pode ser utilizado para planejamento e execução de uma construção, e, principalmente, na fase de operação e manutenção do empreendimento. O Modelo 3D tem potencial de referenciar um banco de dados no qual podem ser armazenadas diversas informações, uteis a diversas fases da vida útil do empreendimento. Desta maneira, após a construção, o modelo digital em 3D pode servir para apoiar a operação e manutenção do empreendimento. 

O BIM comporta-se como um banco de dados georreferenciado da construção, sendo mantido de forma a organizar e gerir as diversas informações sobre a construção. Com possibilidade de aplicação de sensores na construção, o modelo digital tem o potencial de ser alimentado de informações atualizadas, comportando-se como um gêmeo digital do ambiente construído. A Sondotécnica tem muito orgulho de ser uma das maiores especialistas do mercado neste tipo de tecnologia.


Compartilhe!