Num mundo em constante evolução tecnológica surgem a todo instante novos termos para codificar a atuação dos diversos ramos de atividade econômica. Este é o caso do BIM, a sigla para a expressão anglo-saxônica Building Information Modeling que em tradução literal é Modelagem de Informação da Construção. Esta simples sigla, no entanto, é um conjunto de tecnologias, processos e políticas que permite que várias áreas de atuação possam, de maneira colaborativa, projetar, construir e operar uma edificação ou instalação. 

Essas informações são essenciais porque, na prática, nenhuma obra é igual e sempre surgem mudanças no andamento para atender as necessidades da atividade e dos clientes, daí a importância do BIM. É esse tipo de plataforma moderna e arrojada que a Sondotécnica tem feito uso para garantir que todos os aspectos de um projeto possam estar o tempo todo em sintonia com sua execução. É isso que faz a diferença quando a obra está concluída e o BIM passa a ser o seu diário, onde todas as informações estão registradas.

O equívoco mais comum é pensar que o BIM se encaixa somente ao design 3D (embora os modelos 3D estejam de fato no centro do BIM). O BIM é um conjunto de tecnologias e procedimentos que visam criar e gerenciar as informações que integra todos os aspectos do projeto físico – como orçamento, materiais, mitigação de riscos, etc., resultando em mais segurança e menor custo nos canteiros de obras.

Para Renato Casado, engenheiro de projetos da Sondotécnica, a ideia de que a o BIM esteja associado principalmente ao projeto é equivocada. “Ele beneficia todas as fases do ciclo de vida da construção, mesmo após a sua conclusão. O BIM permite que os projetos sejam construídos virtualmente dentro de uma visão 360° antes de serem realizados fisicamente, eliminando muitas das ineficiências e problemas que surgem durante a obra. Isso é muito vantajoso”, explica.

Segundo ele, simulações de uso do espaço e visualizações 3D permitem que técnicos e engenheiros antecipem como ficará o desenho final do projeto, trazendo a possibilidade de fazer mudanças antes mesmo do início da construção. Ter uma visão geral desde o início minimiza as alterações caras e demoradas na fase de execução.

Dentro desse universo tecnológico BIM, a Sondotécnica vem desenvolvendo um projeto-piloto em BIM para saneamento, que no Brasil apresenta um vasto potencial de crescimento por conta do Plano Nacional de Saneamento Básico, do Governo Federal.  “Nesse caso, por ser uma área com muitas especificidades, o BIM pode ajudar a melhorar a segurança da construção ao identificar os perigos antes que se tornem problemas, evitar riscos físicos ao visualizar e planejar a logística do local com antecedência”, complementa. 

Para o engenheiro, obras de saneamento trazem uma complexidade maior que de outros setores, por exemplo, por vários fatores como estar exposto a fenômenos climáticos. Na área de saneamento existem duas estruturas que conversam entre si e são controladas por um único sistema: as obras localizadas (estação de tratamento de água e esgoto, elevatórias etc.), e a estrutura linear (composta por adutoras e coletoras). Nesse caso, o BIM permite o monitoramento 24h por dia por meio de geolocalização de pontos com potencial de geração de conflito. No caso da estrutura linear, é possível avaliar riscos dos locais de escavação, por exemplo – um problema enfrentado por muitas cidades.

Para o engenheiro da Sondotécnica, o sistema tornou-se uma ferramenta inestimável pelo universo de possibilidades que representa. Ter o mapa do subsolo de uma grande cidade em perspectiva de 360°, podendo monitorar 24h por dia os pontos com maior probabilidade de geração de crise e realizar manutenção de forma mais preventiva, é o futuro. Ao projetar, detalhar e construir em um ambiente controlado, as cidades poderão diminuir o desperdício, aumentar a eficiência e reduzir os custos de manutenção de suas estruturas. Isso permitirá projetos com infraestrutura mais leve e menos oneroso.


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